KIBON ESQUENTA BRIGA DOS SORVETES

Líder nacional reage ao avanço dos “importados”, abrindo

lojas exclusivas em shoppings e cinemas

Que gelateria que nada. A Kibon, líder do mercado nacional de sorvetes com 57% das vendas, não quer deixar que as marcas artesanais italianas ensinem o brasileiro a tomar sorvete. Nos últimos dois anos, grifes “importadas” como Parmalat, Sottozero e Stuppendo consolidaram-se e a fabricante perdeu sete pontos porcentuais. Preocupados com a queda nas vendas, os executivos da Kibon começaram a esquentar a cabeça em busca de uma solução. Não bastava vender potes e mais potes de sorvetes em supermercados ou milhares de picolés nas padarias e praias espalhadas pelo País. Era preciso agir. A primeira parte do plano de recuperação da Kibon sai dos freezers este ano: a Kibon Soft Ice. Não se trata de uma nova linha de produtos diet, mas de uma estratégia de abrir franquias da marca. A partir deste ano, os sorvetes passarão a ser vendidos em quiosques, co-brand (a convivência da marca com outras) e lojas específicas Kibon.

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Planos: quiosques compartilhados e franquias,
com investimento mínimo
de R$ 40 mil

 

A intenção da empresa – fundada em 1941 e comprada em 1997 por US$ 930 milhões, à vista, pela Unilever – é oferecer no ponto-de-venda aquele sorvete que o consumidor só podia levar para casa. As compras para consumo doméstico respondem por cerca de 50% das vendas de sorvetes no Brasil. “Queremos melhorar nossa presença no segmento de consumo fora de casa, que vem crescendo a uma taxa de 20% ao ano”, garante Andréa Napolitano, gerente de marketing da Kibon. As franquias serão tocadas pela Master Brasil, a empresa franqueadora da rede Dunkin’Donuts. Os investimentos iniciais de cada ponto vão variar de R$ 40 mil a R$ 85 mil e o plano vai priorizar locais com grande fluxo de pessoas, como shoppings, aeroportos, rodoviárias, estações de metrô e até cinemas.

O projeto-piloto começou pelo Nordeste. “Temos mais de 60 pontos com nossos parceiros em diversas cidades”, diz Andréa. O sucesso das vendas de sorvete em casquinha do McDonald’s – que, com seus 637 pontos, foi o campeão nacional desse tipo de sobremesa no ano passado – estimulou a iniciativa. No final de 2001, alguns pontos foram introduzidos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Sete das 206 lojas da rede Dunkin’Donuts testaram a novidade. Pelo visto, o resultado agradou. A presença mais forte começa a ser sentida a partir deste ano em todo o País. Outra novidade: além de casquinhas, a rede vai vender sundaes. E um dos mais antigos sucessos da marca, o Chicabon, também vai estrear nas casquinhas.

A guerra dos sorvetes está apenas esquentando. Lá fora, a Unilever adquiriu a líder do mercado americano, a Ben & Jerry. A Nestlé deu o troco e levou a Häagen Dazs. Apesar disso, a Unilever ainda detém mais do que o dobro dos volumes de vendas do setor do que sua concorrente. Por aqui, as duas gigantes têm um grande desafio: desenvolver o mercado nacional. O consumo per capita de sorvetes no Brasil ainda é baixo – 1,3 litro/ano, contra 23 litros/ano nos Estados Unidos ou 5 litros na China. O mercado mantém-se estagnado há três anos, com volume de cerca de 130 milhões de litros por ano.

Postado por Ellen Freitas

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